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Tenho 32 anos e estive casada seis anos. Sempre fui uma pessoa muito independente e ambiciosa. Foi sempre um casamento sem stress e, há dois anos, cheguei à conclusão de que já não amava o meu ex-marido, apenas partilhava um filho e a empresa. Conheci outro homem pelo qual me apaixonei. Divorciei-me, entreguei a minha parte na sociedade e fiquei sem nada por opção. Hoje, tenho outro filho da minha actual relação. Uma relação que é um inferno. Não consigo ir ao ginásio, ter um trabalho diferente do dele (trabalhamos juntos), voltar a estudar, ou seja, estou impedida de socializar. A paixão foi-se há muito, estou dependente financeiramente e sofro de violência física. Vivo todos os dias arrependida do que fiz à minha vida, não consigo traçar objectivos, sinto-me apenas a tentar sobreviver por causa dos meus filhos.
Praticamente toda a minha vida trabalhei por turnos e, neste momento, o meu horário é das nove às 19 horas, de segunda a sábado. Todos dias pelas 22 horas o sono já aperta e acabo por me deitar. O que me preocupa é que tenho notado (há cerca de um mês) que o sono não me larga todo o dia e acabo por ter problemas de concentração no meu trabalho. Juntamente com o sono surge a falta de auto-estima, o desânimo pela vida, irritabilidade (tudo e todos me irritam bastante) e tenho vontade de estar todo o dia a dormir sem ouvir ninguém. O meu marido e o meu filho acabam por sofrer as consequências do meu estado de espírito mas a verdade é que não tenho vontade de rir e de viver. No início pensava que seria só cansaço porque já não tenho férias há cerca de dois anos, mas o meu marido acha que algo não está bem. Espero que me possa ajudar a perceber o que se passa comigo.
Nos últimos anos a minha mãe, que tem 56 anos, tem vindo a sofrer alterações físicas e psicológicas. Engordou um pouco e em especial na zona da barriga, algo que penso dever-se talvez à menopausa. Do ponto de vista psicológico parece que mudou um pouco a maneira de ser. Parece estar mais insegura, envolve-se em diferentes projectos, acabando por se desinteressar pela maioria e, por vezes, é um pouco brusca, acabando até por ser indelicada com as pessoas, especialmente aquelas com quem tem mais confiança. Gostaria de saber se esta mudança de comportamento pode dever-se à menopausa e se há algo que se possa fazer para que a minha mãe fique mais tranquila.
Tenho 29 anos, fui mãe há um ano e tenho uma situação estável, quer a nível familiar quer profissional. Apesar disto, desde que o meu filho nasceu tenho um sonho com frequência. A época varia mas a situação central é sempre igual, deixei-o a dormir em casa e saí. O sonho começa comigo longe do meu filho, com a angústia de saber que ele acordou, chora no escuro sozinho e que não consigo chegar até ele porque estou longe de casa e surgem inúmeros obstáculos. Acordo aflita e só acalmo com o meu bebé ao colo. Peço que me ajude a compreender este sonho uma vez que está a deixa-me cada vez mais angustiada.
Quando engravidei, o meu namorado ficou muito feliz com a notícia. Mas, durante a gravidez, ele desapareceu por alguns meses, sem dar notícias, e depois regressou arrependido. Desde o parto até aos três meses da nossa filha foi o melhor pai do mundo: dedicado, carinhoso, apaixonado. Após essa data, voltou a desaparecer. A família dele é muito presente, mas ele evita cada tentativa de aproximação à filha, apesar de depositar o dinheiro da pensão todos os meses. O que devo fazer? Não queria que ela crescesse com o sentimento de rejeição.
Separei-me no ano passado por minha iniciativa. Sentia uma tristeza profunda e estava completamente frustrada com o casamento e o marido. Demorei um ano para tomar a decisão. Tenho filhos, daí que a decisão tenha sido terrível. Hoje, passado um ano, estou sozinha, com um sentimento de culpa muito grande, não consigo reconstruir a minha vida e, pior ainda, tenho ataques de pânico resultantes da saudade de dar carinho ao meu marido, da vida familiar. Sinto pânico de me sentir arrependida da decisão que tomei e sinto que fui traída por mim mesma, que o arrependimento e sentimento de culpa estão a destruir-me. Estou sem forças e o meu ex-marido, entretanto, já colecciona um vasto número de mulheres. Por favor, ajude-me a perceber o porquê desta situação. Será que é a saudade que nos deixa perceber se amamos alguém?
Tenho uns amigos que se estão a divorciar de uma forma muito tranquila. Parece quase que se dão melhor agora do que quando estavam casados. É possível separar-se dessa maneira sem deixar sequelas?
Tenho 31 anos, sou mãe de um rapaz de nove anos. O meu filho tem pouca ligação com o pai, pois separei-me quando ele tinha apenas oito meses. Recentemente comecei a sair com uma pessoa e desde que o meu filho se apercebeu alterou o seu comportamento. Faz chichi na cama, mostra-se irritadiço e dependente. Já lhe disse que esta pessoa nunca ocupará o seu lugar, expliquei-lhe o amor incondicional que se sente por um filho e que podem vir a ser amigos (ainda não os apresentei). O que posso fazer para que ele entenda e continue a ser feliz?
Tenho 27 anos e vivo em casa dos meus pais. Há dois anos tive a oportunidade de, pela primeira vez, viver fora de casa. Tive de regressar ao fim de dez meses (por questões laborais). e, desde essa altura, nunca mais fui a mesma com os meus pais, querendo a todo o custo marcar a minha independência, deixando de partilhar a minha vida com eles, o que para eles é sinónimo de ingratidão e desrespeito. Neste momento, não há comunicação entre mim e eles e em qualquer tentativa de conversa apenas há insultos e imposição violenta de opiniões, que eu já não aceito. A atitude dos meus pais também é partilhada pelos meus irmãos, que os defendem. Não percebo o que estou a fazer de errado, mas sempre que tento conversar e explicar a situação, sinto que não sou ouvida. Sei que não há truques, mas não sei como lidar com esta situação nem como conseguir que me respeitem. Continuo a achar que há um problema relacional entre todos nós (família) que não consigo resolver.
Psicólogo clínico
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